Moçambique está entre os 20 países beneficiários do projecto GLACY-e, promovido pelo Conselho da Europa, com vista à capacitação dos países em assuntos ligados à segurança cibernética.
Segurança cibernética é um conjunto de ações e técnicas para proteger sistemas, programas, redes e equipamentos de possíveis ameaças digitais.
A seleção foi feita no dia 14 de Dezembro numa sessão que ocorreu durante a conferência Octopus realizada em Bucareste, Romênia, de 13 a 15 de Dezembro. A conferência é um evento que explora a cibercriminalidade, e reúne peritos de mais de 100 países, organizações internacionais, sector privado e universidades.
O GLACY-e substitui o projeto GLACY +, e é um projecto conjunto da União Europeia e do Conselho da Europa que visa desenvolver actividades para garantir a implementação da Convenção de Budapeste sobre crimes cibernéticos.
A Convenção de Budapeste sobre Crimes Cibernéticos é um tratado internacional que estabelece medidas de colaboração entre os países para prevenir e combater crimes cometidos por meio de computadores e redes de computadores.
Com a introdução do projecto, Moçambique está abrangido de ações de capacitação e o desenvolvimento do quadro legal na área de Segurança Cibernética, crimes cibernéticos e protecção de dados.
No evento OCTOPUS, Moçambique esteve representado pelo Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), através do Presidente do Conselho de Administração, Lourino Chemane, e do Administrador para o Pelouro Técnico e Operacional, Constantino Sotomane.
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Para o Presidente do Conselho Administrativo do INTIC, as acções contribuem para a implementação da Política e Estratégia Nacional de Segurança Cibernética aprovada pelo Governo de Moçambique. Na mesma ocasião, expressou gratidão pelo apoio contínuo que o país recebe do Conselho da Europa em termos de capacitação em segurança cibernética e assistência técnica no desenvolvimento das leis contra crimes cibernéticos.
A introdução de Moçambique ao projecto GLACY-e é resultado da manifestação de interesse em aderir à Convenção de Budapeste, como um passo para a construção de um ecossistema forte para combater os crimes cibernéticos.
Actualmente, segundo dados da empresa portuguesa de tecnologia Bravantic, Moçambique está entre os países que mais sofrem ataques cibernéticos. Mensalmente, o país sofre quase 1,5 milhões de ataques, dados que revelam altos níveis de vulnerabilidade.
No primeiro semestre deste ano, Moçambique registou um total de 367 processos relacionados a crimes cibernéticos e, embora os números representem uma redução em 6,6% comparando com o período de 2022, a situação ainda é descrita como alarmante.
De todos os casos, o destaque esteve para o ataque a quase 30 portais de governo, onde piratas informáticos bloquearam e tornaram inacessíveis várias páginas de internet de instituições do Governo de Moçambique.
Fonte INTIC

