Quénia entre os países que mais sofrem ataques cibernéticos

Quénia ataques cibernéticos

Quénia está na lista dos países que mais têm sido alvo de ataques cibernéticos nos últimos anos, atingido num ano o recorde de 860 milhões de ataques cibernéticos.

Define-se ciberataques às acções que são realizadas por meio sistemas de computadores e redes, com vista a comprometer a integridade, confidencialidade ou disponibilidade de informações. Dentre os objetivos para os quais costuma utilizar-se esse tipo de objectivo está como roubo de dados, interrupção de serviços, espionagem, disseminação de malware, entre outros. 

Recentemente, o país atingiu um aumento alarmante dos ciberataques, com um número impressionante de 860 milhões de incidentes registados no ano passado, de acordo com o regulador das comunicações do país.

O regulador manifestou preocupação com a crescente frequência, complexidade e volume destas ciberameaças, que visam principalmente as importantes infra-estruturas de informação do Quénia.

Segundo a Autoridade de Comunicações do Quénia, 79% destes ataques informáticos foram causados por criminosos não autorizados que se infiltraram em diversas organizações. 

Um dos pontos destacados pela autoridade reguladora é que, ao mesmo tempo que se regista um aumento destes ataques, também verifica-se a sofisticação e escala destas ameaças cibernéticas, que tem como grande objectivo aceder às informações importantes daquele país.

No caso de 2023, um dos casos que teve destaque, aconteceu em julho, e envolveu um ciberataque proeminente atribuído ao colectivo de hackers pró-Rússia Anonymous Sudan. 

O ataque afectou o acesso a mais de 5 mil serviços governamentais online no Quénia, afectando actividades como pedidos de vistos, pedidos para agendamento de passaportes e renovações de cartas de condução. O ataque prejudicou as viagens de comboio pela Internet e as transferências electrónicas de dinheiro.

Um outro ano que esteve em destaque foi em 2017, quando o país sofreu 7,7 milhões de ciberataques, indicando um aumento considerável nos últimos quatro anos. 

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No caso do ataque recente, acima refereciado, 14% dos ataques consistiram na utilização de software prejudicial, 6,5% envolveram cibercriminosos que bombardearam os servidores com tráfego para sobrecarregar a sua infraestrutura e os restantes tiveram como alvo aplicações Web.

O país é actualmente o terceiro país mais atingido pelos cibercriminosos em África, a seguir à Nigéria e à África do Sul. O padrão preocupante sublinha a necessidade de aumentar as medidas de cibersegurança para proteger os recursos digitais vitais da nação.

Mas nem tudo está mau…

Na mesma sequência que se verifica aumento dos ataques, em termos positivos, o país tem sido citado como um dos países, a nível de África, com melhor espaço para o crescimento de ideias inovadoras, especificamente na cidade capital Nairóbi através da liderança em programas de financiamento.. 

Segundo dados do Business Insider, Nairobi está em destaque (primeiro lugar) na lista com 5 cidades africanas onde há ricas oportunidades de desenvolvimento de startups.

Nairóbi é vista como o país que detém a designação Vale de Silício da África pelas oportunidades para empresas que buscam apresentar soluções que resolvem problemas africanos com base em tecnologia. 

Recentemente, o país apresentou a sua primeira fábrica para a produção de telemóveis 100% locais com vista a fornecer aos quenianos telemóveis de baixo custo.

Os telemóveis serão fabricados pela East Africa Device Assembly Kenya Limited (EADAK),  fábrica de montagem que contempla os operadores de redes móveis locais  (Safaricom e Jamii Telecommunications), e um distribuidor chinês de dispositivos móveis, a Shenzhen Tele One Technology.

Fora este novo feito, ainda neste ano, em Abril, o país lançou ao espaço o seu primeiro satélite, desenvolvido por engenheiros locais com o objetivo de recolher dados agrícolas e ambientais, incluindo informações sobre inundações, secas e incêndios florestais.

Fonte Africa News

Kabum Digital - Revista_33
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