Chip cerebral de Elon Musk dará “superpoderes” aos humanos

Elon Musk
Elon Musk, co-fundador da Neuralink

A Neuralink, empresa co-fundada por Elon Musk, prepara-se para instalar o seu implante cerebral numa segunda pessoa, seis meses após a primeira implantação num outro paciente que serviu de teste.

A informação foi avançada pelo próprio Elon Musk, durante uma transmissão na sua rede social X (antigo Twitter), ao lado de membros da equipa da Neuralink. Musk considerou a possibilidade de combinar a tecnologia da empresa com o robô humanoide Optimus da Tesla.

Ainda sem informações sobre o próximo paciente a receber o implante, o procedimento deverá ocorrer ainda este mês.

O procedimento destina-se a criar uma ligação entre a mente humana e os computadores, ajudando as pessoas com paralisia e condições físicas de longa duração a realizar tarefas diárias, acrescentou Musk.

A combinação do robô humanoide Optimus da Tesla (ainda em fase de desenvolvimento) à tecnologia da Neuralink poderá dar aos humanos “superpoderes”, segundo afirmou Elon Musk durante a transmissão.

“Queremos dar superpoderes às pessoas. Não se trata apenas de restaurar a funcionalidade anterior do cérebro, mas sim de lhe dar uma funcionalidade muito superior à de um ser humano”, afirmou Musk.

Com este processo, o objectivo é proporcionar aos humanos uma “vida inteligente”, numa situação em que possa ser difícil diferenciar alguém com ou sem um implante da Neuralink. As acções permitidas incluirão telepatia e o controlo de dispositivos.

Ainda nesta combinação, caso seja um sucesso, também possibilitará que, caso alguém perca os braços ou as pernas, possa ser colocado um braço Optimus ou uma perna Optimus.

Após isso, seria colocado um implante Neuralink “para que os comandos motores que iriam para os braços biológicos passem para os braços ou pernas do robô”, uma acção que Musk descreveu como “superpoderes cibernéticos”.

A Neuralink existe desde 2016, conta com a co-fundação de Elon Musk, e realizou a primeira implantação do seu chip cerebral após receber aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para conduzir o seu primeiro estudo clínico para implantes cerebrais em humanos.

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Noland Arbaugh foi a primeira pessoa a receber o implante cerebral da Neuralink em Janeiro, numa experiência apelidada de “Telepatia”. O jovem de 31 anos sofreu uma grave lesão na medula espinhal que o deixou paralisado do pescoço para baixo durante um acidente de natação em 2016.

De acordo com Musk, desde que Noland recebeu o implante, tem sido capaz de jogar videojogos usando apenas a sua mente para controlar as funções. No entanto, alguns dos 64 “fios” implantados no seu cérebro desconectaram-se uma semana após a cirurgia, o que levou a empresa a considerar a possibilidade de remover o chip. No entanto, conseguiu corrigir vários dos problemas que surgiram.

O primeiro implante de teste resultou em algumas complicações, tanto que para o próximo passo, Elon Musk revelou que a empresa está em busca de melhorias na sua tecnologia para evitar a repetição de incidentes entre pacientes.

As melhorias incluem colocar “fios” mais profundos no cérebro e ver como ele se adapta. A empresa também planeia criar um espaço mais pequeno sob o crânio, esculpindo a superfície do crânio.

Para a nova fase, a Neuralink pretende reduzir o processo de implante para 10 minutos, numa acção que visa tornar a cirurgia mais eficiente. Para Elon, a implantação do dispositivo precisa ser mais automática. Até 2026, Neuralink pretende implantar em mais de 1.000 pacientes.

Fonte GizmoChina Forbes

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